quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

APRESENTAÇÃO FINAL

O projeto possibilitou ao grupo a aquisição de conhecimentos acerca de conceitos físicos referentes ao funcionamento do Guindaste, como empuxo, torque, equação de Bernoulli e princípio de Pascal, o entendimento da criação de um blog e o aperfeiçoamento do trabalho em equipe. Assim, por fim, os objetivos foram concluídos com sucesso e o projeto foi finalizado.





Agradecimentos


Ao Prof. Dr. Dourival Júnior pelo acompanhamento e instrução durante a confecção do projeto, aos técnicos do Theoprax Gilson e Alex pelo auxílio durante a construção do guindaste, aos monitores do laboratório João e Ícaro pelas boas idéias, aos estudantes de Engenharia Civil Enzo, Yan e Mateus, ao estudante de Engenharia Mecânica Vinícius pelo suporte, e aos nossos amigos e familiares que deram todo seu apoio e paciência.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

ÚLTIMAS ETAPAS DO PROJETO


Construção do Guindaste


Nessa etapa final do projeto, foi enfim realizada a construção do guindaste, após tantos cálculos e desenhos técnicos.
Para realizar a montagem de tudo, foi primeiramente criado o modelo 3D e os desenhos técnicos, para ficarem definidas as posições de cada peça.

Figura 1:
Fonte: Própria
Figura 3: Modelo 3dd do pistão
Fonte: Própria

Figura 3: Modelo 3d do guincho
Fonte: Própria
Figura 4: Modelo 3d finalizado do Guindaste
Fonte: Própria

Logo, a partir do momento em que as medidas da plataforma estavam definidas, pôde-se iniciar a confecção e compra das demais peças. Iniciou-se então a confecção dos pistões, porém, assim que ele foi testado, percebeu-se um grave problema de vedação que impedia a movimentação efetiva do êmbolo. Assim, através de indicações, procurou-se um torneiro para realizar a usinagem das peças responsáveis pela vedação, para garantir que não ocorressem vazamentos. Os seguintes desenhos foram enviados ao torneiro:

Figura 5. Modelo 3D da tampa do pistão.
Fonte: Própria

Figura 6. Desenho técnico da tampa do pistão
Fonte: Própria













Figura 7. Modelo 3D do êmbolo.
Fonte: Própria
Figura 8. Desenho técnico do êmbolo.
Fonte: Própria














Juntamente com os desenhos técnicos, foram entregues aos torneiro os seguintes materiais:

- 2 unidades de tarugo de nylon com diâmetro de 10mm e comprimento de 120mm 
- 1 unidade de tarugo de nylon com diâmetro de 10mm e comprimento de  150mm
- 1 unidade de tarugo de teflon com diâmetro de 20mm e comprimento de 120mm
- 1 unidade de tarugo de teflon com diâmetro de 25mm e comprimento de 120mm 
- 6 unidades de o'ring com diâmetro interno de 17mm  e externo 21mm
- 6 unidades de o'ring com diâmetro interno de 10mm  e externo 14mm

Com isso, seus êmbolos e tampas estavam prontos. A partir daí foram comprados dois metros de cano PVC de 25 de diâmetro externo e conexões hidráulicas do tipo rosca. Após cortadas e coladas as peças, além de alteradas algumas disposições do projeto inicial, têm-se os pistões prontos.

Figura 9. Pistões e êmbolos.
Fonte: Própria



Figura 10. Conector do tipo rosca para mangueira.
Fonte: Própria



Figura 11. Pistão Finalizado
Fonte: Própria

Depois de realizada a construção dos pistões, deu-se inicio então a construção do braço treliçado. A construção começou com confecção de 4 eixos principais, feitos 4 quatro palitos de churrasco cada, com comprimento de 36 cm. Depois de secos, foram feitos pequenos pares de furos nos eixos com espaçamento de 4 cm cada para realizar o encaixe das treliças. Após prender todas as treliças, juntaram-se então os 4 eixos e formou-se a lança do guindaste. Com lança pronta, também foi feita uma caixa de madeira para funcionar como eixo de rotação.






Figura 12. Colagem dos 4 eixos.
Fonte: Própria






Figura 12. Inicio da fixação das treliças.
Fonte: Própria


Figura 13. Lança finalizada e eixo.
   Fonte: Própria

Com a confecção dos pistões e da lança terminas, foi iniciada a construção da base da plataforma. De inicio, foram cogitados diversos materiais para realizar a flutuação da base, mas no fim, a decisão ficou entre dois materiais: Madeira Amarela e Isopor. A Madeira Amarela é muito utilizada na construção naval e tem com benefícios a alta resistência a umidade e sua baixa densidade, porém, após realizados alguns testes de flutuação percebeu-se que a mesma não seria adequada. A madeira não possuía uma distribuição uniforme de sua massa no corpo, o que fazia com que ela ficasse extremamente desnivelada, e além disso, ela não suportava a massa planejada que seria colocada sobre ela. Assim, foi então selecionada uma placa de isopor, com espessura de aproximadamente 65 mm, e iniciou-se o processo de corte.

Figura 14. Corte da plataforma de isopor.
Fonte: Própria


Depois de feitos o corte no isopor, que sofreu algumas mudanças no design para melhor aproveitamento de espaço, foi realizado então o teste de flutuação.


Figura 15. Teste de flutuação da plataforma.
Fonte: Própria

Com o teste de flutuação da plataforma realizado com sucesso, iniciou-se o encaixe das peças da plataforma. Para o sistema de rotação horizontal da plataforma foi comprada uma catraca e corrente de bicicleta, um rolamento e usado um pequeno pedaço de cano PVC. Após isso, foi prendida uma extremidade da corrente de bicicleta em cada pistão, como mostra a figura abaixo.


Figura 16. Sistema de rotação horizontal
Fonte: Própria

Porém, o sistema acima se mostrou extremamente ineficiente por conta do tempo de reação de cada pistão ao ligar a bomba, forma que não era realizada a rotação da lança. Logo sistema teve que ser substituído para um que utilizasse apenas um pistão, tendo sido a catraca de bicicleta reaproveitada apenas como eixo de rotação.

Figura 17. Novo sistema de rotação horizontal
Fonte: Própria
Nesse novo sistema, havia um furo na extremidade do êmbolo e outro furo no disco que está fixado a lança da plataforma, de maneira que, através de um pino fosse realizada a transmissão de movimento de rotação.
Com o movimento de rotação pronto, restou desenvolver o sistema de elevação do braço. Assim, após perceber a ausência de espaço para a disposição original do pistão que levantava o braço, o pistão teve de ser realocado de forma que agora ele ficasse fixo ao braço.

  
Figura 18. Fixação do pistão ao braço.
Fonte: Própria


Além disso, também iniciou-se o processo de pintura da lança com tinta spray prateada.


Figura 19. Inicio da pintura da lança.
Fonte: Própria

Depois que os sistemas individuais ficaram prontos, iniciou a confecção do sistema os ativaria. Para isso, foram comprados 3 metros de mangueia de 8 mm de diâmetro, válvulas de distribuição de soro, três bombas de para-brisas e uma vasilha plástica. As válvulas foram utilizadas para evitar o uso desnecessário de bombas para os pistões. Antes de realizar a conexão das mangueiras, elas foram pintadas de preto para fins estéticos.


Figura 20. Sistema de Válvulas.
Fonte: Própria






Figura 21. Bombas e vasilha.
Fonte: Própria

Por fim, uniram-se todas as peças e finalizou-se o processo de construção.

Figura 22. Plataforma finalizada.
Fonte: Própria



Vídeo de Testes e da construção


A seguir,  no vídeo que está disponível no Youtube, são demonstradas algumas das etapas principais da construção do nosso projeto, assim como os respectivos testes, feitos tanto no laboratório como no Theoprax.





Cálculos

PISTÕES PARA O GIRO DO GUINCHO

Para calcular o tamanho mínimo que os êmbolos deveriam se movimentar para fora do pistão, consideramos que a base deveria rotacionar pelo menos 180º (meio giro), e que cada pistão sozinho deveria ser capaz de executar esse movimento. Assim, cada êmbolo deveria se deslocar o correspondente à metade do comprimento do cano PVC no qual as correntes da bicicleta estariam ligadas, que seria responsável pelo giro. Utilizamos a equação do comprimento do círculo, no qual o diâmetro do cano vale 25mm. O êmbolo deveria se deslocar para fora do pistão então, no mínimo, C/2 milímetros. Ou seja, aproximadamente 4 centímetros (desconsiderando a parte do êmbolo que permanece dentro do pistão).

PISTÃO PARA ELEVAÇÃO DO GUINCHO

Para calcular o tanto que o êmbolo responsável pela elevação do guincho deveria se mover, consideramos que o pistão ficará há uma distância x = 5cm do guincho, e que o êmbolo deverá se deslocar para cima L centímetros. Utilizando as relações de triângulos retângulos:


EMPUXO

O empuxo é a força exercida por um fluido sobre um corpo mergulhado totalmente ou parcialmente nele. Através do cálculo do empuxo, é possível prever se o guindaste conseguirá flutuar sobre a água: se o peso for maior que o empuxo, o corpo afundará; se o empuxo for maior, ele subirá para a superfície; já se o empuxo for igual ao peso, o guindaste permanecerá parado.

O empuxo exercido por um corpo é igual ao peso do fluído por ele deslocado (equação 1 abaixo). Assim, é necessário o valor da gravidade local (9,79 m/s2, no Centro Universitário SENAI CIMATEC, onde serão realizados os testes e apresentado o projeto), o valor da densidade da água, que será o fluído no qual o guindaste estará contido (1000kg/m3), e, por fim, o valor do volume de fluído deslocado.

Equação 1: Empuxo
Fonte: Própria


Para calcular o empuxo no nosso guindaste, foi necessário considerar o empuxo gerado pela base de isopor e pelas 4 boias (as bolas de frescobol). O volume do isopor foi calculado e possui um valor aproximado de 7875 centímetros cúbicos (correspondente a 0,007875 metros cúbicos).  Assim, o Empuxo gerado pelo isopor pode chegar a um valor máximo (caso a base esteja completamente submersa) de 77,25 N.
Cada boia tem um volume próximo de 113 centímetros cúbicos (0,000113 metros cúbicos). Ou seja, as 4 boias juntas geram um empuxo de 4,43 N.
O empuxo total gerado pela base, com as boias, é de 81,68 N. Isso quer dizer que, sendo posto o peso de pouco mais de 8 kg no meio da base, ela não deverá afundar.


TORQUE



Figura 2. Torque no Guincho.
Fonte: Guia para certificação para
aparelhos de carga (adaptado).
O torque pode ser calculado como o produto vetorial entre a força aplicada e o tamanho do braço de alavanca, sendo o braço de alavanca a distância entre a base do guincho e o ponto em que o êmbolo nele está preso, e a força corresponde ao peso do objeto que irá ser içado (em torno de 250 gramas) somado ao peso do guincho a partir daquele ponto. Assim, o torque pode também ser calculado conforme a Equação 2 abaixo:



Equação 2: Torque
Fonte: Própria

Conhecendo-se a força e o torque por ela gerado, é possível calcular se a força gerada pela pressão da água será suficiente para levantar o guincho com a massa.
Considerando apenas o peso de 200 gramas que deverá ser levantado pelo guincho, o torque (considerando uma angulação de 45º) corresponde ao comprimento do guincho (40 centímetros) multiplicado pelo peso do corpo (200 gramas vezes o valor da gravidade), que corresponde a 1,96N, vezes o seno do ângulo. Assim, o torque corresponde a aproximadamente 0,55 N.m.
           

CENTRO DE MASSA


O centro de massa é um ponto no qual a massa de um corpo está concentrada. Para que o guindaste não vire e afunde, é necessário que o centro de massa esteja localizado aproximadamente no centro da base do guindaste. O torque gerado pelo guincho no momento em que ele irá içar o objeto afundado irá deslocar o centro de massa, e por isso a base do guincho ficará afastada do centro da base, e as boias serão utilizadas em cada uma das pontas para impedir que o guindaste marítimo afunde devido ao centro de massa.

Tabela de Custos

A seguir está a relação de materiais e custos, que foram necessários para a construção do projeto:

Para a construção do Guindaste, a equipe gastou um total de R$ 379,47, resultando R$76,90 para cada um dos 5 membros da equipe.



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

TEORIA EMPREGADA E MODELOS 3D

Objetivo geral


Projetar e fabricar Guindaste Hidráulico Marítimo, com plataforma flutuante e dois graus de liberdade, para a retirada de uma massa imersa em um fluido.


Objetivos Específicos


  • Aplicar conhecimentos referentes a Física B adquiridos em sala;
  • Projetar e planejar através do software SolidWorks;
  • Exercitar a criatividade e habilidades mecânicas;
  • Fazer uso de ferramentas novas, como a bomba injetora de água de para-brisas;
  • Relembrar conceitos de Física A, como Torque e Centro de Massa.


TEORIA EMPREGADA


  •  Força

No âmbito da física, a força é uma grandeza vetorial responsável por causar deformações ou alterar o estado de repouso e de movimento de um determinado objeto.

As forças podem ser classificadas  em dois tipos:

1.    Forças de contato: Quando existe contato direto entre dois corpos.

Exemplo: ao empurrar um objeto.

2.     Forças de campo: Quando a atuação da força ocorre a distância.

  Exemplo: A força do campo gravitacional entre a Terra e o sol.

Para que um corpo não altere sua condição inicial de movimento, a força resultante que atua no sistema deverá ser zero, ou seja, o sistema deverá estar em equilíbrio, este podendo se classificar em:

1.    Equilíbrio estático: Quando a soma das forças que atuam sobre um objeto em repouso é igual a zero.

2.    Equilíbrio dinâmico: Quando a soma das forças que atuam sobre um objeto que se movimenta com velocidade constante corresponde a zero.

Segunda lei de Newton:

Em um movimento acelerado existe obrigatoriamente forças atuantes que possui um valor diferente de 0 para a sua resultante, dessa forma, pode-se concluir que a aceleração de um objeto depende da força que é exercida sobre ele, formando uma relação entre essas duas grandezas, que pode ser observada na segunda lei de Newton, onde:

                                                                             (1)


Fr - Força Resultante (N)
m - Massa (Kg)
a - Aceleração (m/s²)


A força é fundamental para o funcionamento de um sistema, e ela está presente em cada parte do processo por meio do torque e da pressão por exemplo, devido a isso, veremos mais adiante com a força estará presente em todo o processo de forma mais detalhada.

  • O Torque


O torque, cujo nome vem de uma palavra em latim que significa “torcer”, pode ser descrito coloquialmente como a ação de girar ou torcer de uma força F.  Ele é uma medida de força que pode fazer com que um objeto adquira aceleração angular girando sobre um eixo. Ademais, torque é uma grandeza vetorial e o sentido do vetor depende do sentido da força no eixo.  

A figura 5 mostra a seção reta de um corpo que está livre para girar em torno de um eixo passando por O e perpendicular à seção reta. Uma força é aplicada no ponto P, cuja posição em relação à O é definida por um vetor posição. O ângulo entre os vetores F e r é ϕ. 


Figura 1. O torque.
Fonte: HALLIDAY, vol.1, 10ª ed.

Para determinar o modo como provoca uma rotação do corpo em torno do eixo de rotação, podemos separar a força em duas componentes. Uma dessas componentes, a componente radial Fr , tem a direção de r . Essa componente não provoca rotações, já que age ao longo de uma reta que passa por O. A outra componente de F, a componente tangencial Ft , é perpendicular a e tem um módulo Ft = F sen ϕ. Essa componente provoca rotações. 

A partir disso, é possível observar que a capacidade de F de fazer um corpo girar não depende apenas do módulo da componente tangencial Ft , mas também da distância entre o ponto de aplicação de F e o ponto O. Com base nisso, definimos o torque (τ) como o produto de ambos, como mostra a equação 2.
                                    
                                                      (2)
                 
Além dessa equação, tem a mais usual onde é feita a multiplicação vetorial entre os vetores força e raio.

                                                                 (3)

O torque, muito presente no nosso dia-a-dia, é também fundamental para o funcionamento do guindaste, afinal, trata-se de um braço sendo rotacionado sobre um eixo, erguendo uma massa, como mostra a figura 2.

Figura 2. Torque no Guindaste.
Fonte: Guia para certificação para aparelhos de carga (adaptado)

Como é possível visualizar, existem algumas relações de forças que interferem na movimentação do braço do guindaste. Através de conhecimentos como o torque, será possível a compreensão da atuação dessas forças e no que podem influenciar durante o transporte da carga. Ademais, também possível prever qual seria o local mais adequado para o posicionamento do pistão para evitar uma perda desnecessária de energia durante o carregamento.

  • O  Empuxo

Foi o filósofo, matemático, físico, engenheiro, inventor e astrônomo grego Arquimedes (287a.C. - 212a.C.) quem descobriu como calcular o empuxo, que é o nome dado à força exercida por um fluido sobre um objeto mergulhado total ou parcialmente nele. 

Arquimedes descobriu que todo o corpo imerso em um fluido em equilíbrio, dentro de um campo gravitacional, fica sob a ação de uma força vertical, com sentido oposto à este campo, aplicada pelo fluido, cuja intensidade é igual a intensidade do Peso do fluido que é ocupado pelo corpo.

Figura 3. Empuxo
Fonte: Toda Matéria
Assim, o Teorema do Empuxo diz: Todo corpo mergulhado num fluido recebe um impulso de baixo para cima igual ao peso do volume do fluido deslocado, por esse motivo, os corpos mais densos que a água, afundam, enquanto os menos densos flutuam”. 

Figura 4. Peso e Empuxo.
Fonte: Toda Matéria

Por fim, matematicamente, o empuxo pode ser definido de acordo com a equação 4, onde d e V correspondem a densidade e volume deslocado do fluido, e g, a aceleração da gravidade.
                                           
                                                                        (4)    

Por se tratar de um guincho hidráulico marítimo, o conceito base para a usabilidade do mesmo é o empuxo. Através do entendimento de sua ideia e tendo feito os cálculos, será possível construir um guincho que flutue tranquilamente e se mantenha assim após o acréscimo de carga.


Figura 5. Empuxo em Guindastes.
Fonte: Guia para certificação de aparelhos de carga (adaptado)

Assim, através da relação entre peso, empuxo e massa específica, será possível realizar uma seleção adequada de materiais para suportar a carga adicional e ainda manter todo o sistema com equilíbrio de forças.


  • Pressão 


Pressão vem do latim “pressione”, e é uma grandeza que mede a ação de uma força sobre um objeto. Para descobrirmos a pressão exercida sobre uma determinada área, usa-se a fórmula a seguir:


                                                                                                 (6) 

No Sistema Internacional de Unidades (SI), A força é chamada de newton (N).

Como pode-se observar, a grandeza força é diretamente proporcional à pressão enquanto a área é inversamente proporcional à mesma. A pressão é considerada uma grandeza escalar, pois suas operações são sempre algébricas e atua em todas as direções.

Para calcularmos a pressão exercida por um determinado fluido, utilizamos a lei de Stevin, que é dada por:

                                                                                     (5) 

Sendo:

ρ= densidade do fluido.
g= gravidade local.
h= altura da coluna de líquido.


A lei de Stevin mostra que quando o fluido em questão é a água, a cada 10 metros de profundidade, adiciona-se 1atm à pressão.


Pressão atmosférica


A pressão atmosférica é a pressão que a camada de ar faz sobre a superfície terrestre. A pressão atmosférica é considerada normal para pontos a nível do mar. Para pontos cada vez mais altos, a quantidade de ar vai diminuindo e a pressão atmosférica vai se tornando cada vez menor.

O físico Evangelista Torricelli percebeu que a pressão exercida pela atmosfera era equivalente à pressão de uma coluna de mercúrio (Hg) com 76 cm de altura, ou seja, a pressão atmosférica no nível do mar é de 76 cmHg ou, como é mais utilizado, 760 mmHg.

1 atm = 1 x 105 Pa (N/m2) = 76 cmHg = 760 mmHg

A pressão está presente em todo o sistema hidráulico do guindaste, ela é responsável pelo movimento do braço a partir do trabalho que exerce sobre o fluído contido no mecanismo.

Figura 6. Como fazer um robô guindaste hidráulico?
Fonte: Manual do mundo (adaptado)
O fluído presente na mangueira representado na figura acima está sendo comprimido, ou seja, está sendo pressionado sobre o pistão fazendo com que o braço se retraia, e consequentemente, realizando o movimento de subida do braço. O guindaste será composto por um sistema hidráulico, baseado no movimento dos pistões a partir da pressão da água exercida sobre os mesmos. Portanto, o guindaste conseguirá desempenhar a sua função principal, ou seja, levantar cargas.

  • Princípio de Bernoulli

 O físico suíço Daniel Bernoulli propôs um princípio para o escoamento dos fluidos, que pode ser enunciado da seguinte maneira: "Se a velocidade de uma partícula de um fluido aumenta enquanto ela se escoa ao longo de uma linha de corrente, a pressão do fluido deve diminuir e vice-versa".

Assim, sempre que há um fluxo rápido de um fluido como ar ou água, a pressão fica reduzida na extremidade do fluido que se move mais rapidamente. Por exemplo, o fluxo rápido da água no chuveiro faz uma redução na pressão na redondeza da cortina do “box”, puxando-a em direção à água.

A partir disso, é possível entender por exemplo, o porquê dos aviões voarem. Na parte superior da asa, como mostra figura 7, a velocidade do ar é maior (as partículas percorrem uma distância maior no mesmo tempo), logo, a pressão na superfície superior é menor do que na superfície inferior, o que acaba por criar uma força de sustentação de baixo para cima.

Figura 7. Bernoulli na aviação.
Fonte: http://cnpq182013.blogspot.com/

Partindo do principio por ele descoberto, Bernoulli desenvolveu uma equação que o traduz, porém, para isso, ele considerou alguns fatores ideais:
  • Regime permanente;    
  • Sem a presença de máquina (bomba/turbina);
  • Sem perdas por atrito;
  • Fluido incompressível;
  • Sem trocas de calor;
Nesse caso, os fatores que interferem no escoamento do fluido são a diferença de pressão nas extremidades do tubo, a área de seção transversal e a altura como mostra a figura abaixo. 

Figura 8. Principio de Bernoulli
Fonte: http://fisica24im2.blogspot.com

Como o líquido está em movimento a uma determinada altura, ele possui energia potencial gravitacional e energia cinética. Dessa forma, a energia de cada porção de fluido é dada pelas equações (6) e (7).

                                                                       (6)

                                                              
                                                                    (7)
                         

Como os volumes e a densidade das duas porções do fluido são iguais, podemos substituir a massa m na expressão acima por:
                              
                                                                                      (8)
                                         
As equações podem ser reescritas da seguinte forma:
                                              
                                                          (9)
                   
                                                          (10)
                     
A variação de energia pode ser associada ao trabalho realizado pelo fluido durante o deslocamento entre as duas posições, como afirma o Teorema do Trabalho da Energia Cinética. Assim, podemos obter a equação :
                 
                                                  (11)
               
A força também pode ser descrita como F= P.A . Nesse caso, a equação anterior pode ser reescrita da seguinte forma:
            
                      (12)

Por fim, rearrumando a equação e agrupando os índices, a equação também pode ser escrita da seguinte forma:

                     (13)
           
O Princípio de Bernoulli, além de ser essencial para compreender a vida cotidiana, também é de fundamental importância para o funcionamento do projeto. Como é de conhecimento geral, a base do funcionamento do guincho hidráulico são seus pistões, como o da figura 9.

Figura 9. Pistão Hidráulico.
Fonte: https://industriahoje.com.br/
O pistão funciona através da pressão da água enviada a ele pelos dois pinos dourados mostrados na figura. Tendo então o conhecimento da atuação da água no pistão, podemos associar o Principio de Bernoulli ao mesmo, uma vez que a água fará a transição de um recipiente com uma secção transversal menor para o pistão, que possui uma secção maior. Então, a partir da bomba de para-brisas que será utilizada no projeto, a vazão será mantida constante, o que implicará para o pistão uma velocidade menor porém uma maior pressão da água, como desejado para sustentação da carga.


  • Princípio de Pascal

 “O princípio de Pascal foi enunciado com clareza pela primeira vez em 1652 por Blaise Pascal (em cuja homenagem foi batizada a unidade de pressão do SI)” (HALLIDAY, vol.2, 10ª Ed). Uma variação de pressão aplicada a um líquido contido em um recipiente é completamente distribuída para fluido e o as paredes do recipiente.
                          

Figura 10. um recipiente preenchido por um fluido,
tampado por um êmbolo e com bolinhas de chumbo no topo.
Fonte: HALLIDAY, vol.2, 10ª ed.


Se fizermos uma demonstração do princípio de Pascal, considere o caso no qual o fluido incompressível é um líquido contido em um cilindro, como na figura 10. O cilindro é fechado por um êmbolo no qual repousa um recipiente com bolinhas de chumbo. A atmosfera, o recipiente e as bolinhas de chumbo exercem uma pressão externa sobre o êmbolo e, portanto, sobre o líquido. A pressão p em qualquer ponto P do líquido é dada pela equação (14).
                   
                                                                                       (14)

Vamos adicionar algumas bolinhas de chumbo ao recipiente para aumentar pressão externa de um valor variação da pressão externa. Como os valores dos parâmetros ρ, g e h da equação (14) permanecem os mesmos, a variação de pressão no ponto P é dada pela equação (15).
                                     
                                                                                               (15)

Como a variação de pressão não depende de h, é a mesma para todos os pontos do interior do líquido, como afirma o princípio de Pascal.                                                                                     

Figura 11. Principio de Pascal, o macaco hidráulico.
Fonte: HALLIDAY, vol.2, 10ª ed.

A Figura 14 mostra a relação entre o princípio de Pascal e o macaco hidráulico. Suponha que uma força externa de módulo Fe seja aplicada de cima para baixo ao êmbolo da esquerda (ou de entrada), cuja área é AeUm líquido incompressível produz uma força de baixo para cima, de módulo Fe, no êmbolo da direita (ou de saída), cuja área é As, sendo (ds) e (de) as alturas deslocadas pelo líquido após aplicação de uma força. Para manter o sistema em equilíbrio, deve existir uma força para baixo de módulo Fs no êmbolo de saída, exercida por uma carga externa (não mostrada na figura). A força e aplicada no lado esquerdo e a força s para baixo exercida pela carga no lado direito produzem uma variação Δp da pressão do líquido que é dada pela equação (16), e que nós da à equação (17).

                                   
         (16)

                                               
                               
                   (17)

Quando deslocamos o êmbolo de entrada para baixo de uma distância de, o êmbolo de saída se desloca para cima de uma distância ds, de modo que o mesmo volume V de líquido incompressível é deslocado pelos dois êmbolos. Assim temos as relações (18) e (19)

                             
  (18)
                                                                                                        
                                                 
                                       
                      (19)


  • Fluidos

Fluidos são substâncias que assumem a forma do recipiente em que estão depositados, ou, que podem escoar, podendo ser líquidos ou gases. Devido a esse formato livre, a definição de massa e força não se adéquam a os fluidos, portanto utiliza-se  o conceito de densidade para trabalhar com essas substâncias, obtida com a massa e o volume, como é mostrado na equação 20. Comparando densidades é possível determinar quais fluidos vão afundar ou flutuar em contato com outro.

                                                                                              (20)
É importante destacar que nos líquidos a temperatura e a pressão pouco influenciam nesse cálculo, porém nos gases é sempre necessário levar em conta as condições do sistema.

No caso do projeto do guindaste hidráulico, será utilizado  a água para o funcionamento do equipamento, um fluido que entrará em movimento, então é necessário entender alguns conceitos da hidrodinâmica. Para se encontrar a quantidade de massa que atravessa uma área “A” no tempo “Δt”, utiliza-se a equação 19 abaixo:
                                 
                                                                          (21)

Para caminhos onde área atravessada pelo fluido não é uniforme em todas as partes, utiliza-se a Equação 21, onde m12 é a massa acumulada entre as superfícies diferente. Em muitos casos o escoamento é estacionário, o movimento do fluido não varia com o tempo, nesses casos pode se reduzir a Equação 22, para a Equação 23, utilizando a conservação de massa.

                                        (22)

                                                              (23)

Figura 12. Escoamento estacionário 
Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br

Outro conceito para utilizar os fluidos em movimento é a vazão, calculada com a equação abaixo:

                                                    (24)

Os conceitos de fluido serão essenciais para o projeto, por se tratar de um guindaste hidráulico, a água será a origem da força que movimentará o guindaste, portanto entender como um fluido se comporta , torna-se essencial para o funcionamento do projeto.



MODELOS 3D




A seguir os modelos 3d iniciais elaborados para a confecção do projeto, que poderão passar por alterações:

Figura 13: Base do Guindaste
Fonte: Própria

Figura 14: Cotas do Tempo
Fonte: Própria
Figura 15: Pistão Hidráulico
Fonte: Própria

Figura 16: Cotas do Pistão
Fonte: Própria


Referências Bibliográficas


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Empuxo. Toda Matéria. Conteúdos escolares, 2011-2018. Disponível na Internet em https://www.todamateria.com.br/hidrostatica/

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Pressão. Significados Br, 2018 Disponível na internet em https://www.significadosbr.com.br/pressao 




APRESENTAÇÃO FINAL

O projeto possibilitou ao grupo a aquisição de conhecimentos acerca de conceitos físicos referentes ao funcionamento do Guindaste, como emp...